Códice – do risco ao risco
22 de maio a 8 de agosto de 2015
Terça a Sexta-feira: das 8h às 17h
Sábados e domingos: das 10h às 18h
Museu Vale inaugura a exposição “Códice – do risco ao risco”
Mostra reúne obras inéditas dos artistas mineiros Amilcar de Castro, Thaïs Helt e Marco Tulio Resende

A exposição “Códice – do risco ao risco” acontecerá no Museu Vale (Vila Velha, Espírito Santo), de 22 de maio a 30 de agosto de 2015. A mostra está articulada em torno de 200 trabalhos e pesquisas que envolvem o conceito do desenho e da escrita na obra de três artistas plásticos mineiros: Amilcar de Castro (1920-2002), Thaïs Helt e Marco Tulio Resende. 

A exposição será dividida em três galerias de 300 metros quadrados cada. A primeira irá expor obras de Amilcar de Castro, a segunda será montada com trabalhos de Marco Tulio Resende e a terceira, com os de Thaïs Helt. No final dos anos 70 e começo da década de 80, Amilcar de Castro foi professor dos dois artistas na Escola Guignard, em Belo Horizonte, e acabou convivendo muito com ambos.  “Dele, guardo a lembrança de rigor na análise das questões plásticas como ponto, forma, volume, composição, etc.”, conta Marco Tulio Resende.

No entanto, não se trata de uma exposição de professor e alunos, e, sim, uma mostra que reúne os três artistas e como eles produzem e conceituam seus trabalhos. A exposição não revela apenas a obra pronta, mas todo processo de criação e desenvolvimento que envolve a realização e a produção de trabalhos de arte, como os desenhos, as anotações, os projetos, as pesquisas, os esboços e as escritas, sempre presentes no trabalho dos três artistas. Conforme explica Ronaldo Barbosa, diretor do Museu Vale, “a exposição Códice traz um interessante diálogo de natureza gráfica entre estes três artistas, cuja convivência num passado recente se apresenta refletido no fio condutor da mostra, através da escrita poética de cada um”. 


Conceito e curadoria

O conceito da exposição está contido no título da mostra, que se baseia no significado da palavra CODICE ou códex – livro em latim -, como, por exemplo, nos códices de Leonardo Da Vinci. O subtítulo, “do risco ao risco”, indica o ato de riscar e também a ousadia de arriscar, revelando o desejo de desvendar os processos criativos e de construção dos trabalhos, assim como, as buscas, as dúvidas e os questionamentos de cada um dos artistas. 

O desenvolvimento do conceito da exposição foi realizado pelos próprios artistas, Thaïs Helt e Marco Tulio Resende, e pelo curador das obras de Amilcar de Castro, o arquiteto mineiro Allen Roscoe.

Exposição tripartida
 
Nos 300 metros quadrados da sala expositiva reservada a Amilcar de Castro serão expostas anotações inéditas de sua autoria e matrizes de gravuras e esculturas. Na sala de Marco Tulio Resende serão montadas uma instalação com cerca de 36 livros, notas e desenhos em grandes formatos pendurados no teto e seis telas de 5 x 2 metros cada. Na sala destinada às obras de Thaïs Helt serão exibidas uma grande estante com livros, uma série de litogravuras em grandes formatos em técnica mista com desenho e pop-up books com imagens recortadas e em relevo. 

“A escrita e a natureza gráfica do trabalho de Marco Tulio e Thaïs Helt são o fio condutor a se relacionar com os poemas e as obras de Amilcar de Castro. Trata-se de uma interessante exposição onde estes artistas guiados pelo seu mestre Amilcar dialogam num espaço criado para a mostra”, resume Ronaldo Barbosa.


Biografias dos artistas plásticos 

Amílcar de Castro (Paraisópolis, MG, 1920-2002)
Escultor, gravador, desenhista, diagramador, cenógrafo, professor. Um dos grandes nomes da arte nacional, tornou-se referência para os artistas brasileiros e, em especial, para seus alunos na Escola Guignard UEMG, em Belo Horizonte. Suas esculturas, fundadas em duas ações (corte e dobra) sobre ferro e madeira, impressionam pela economia de meios e pela lição que oferecem sobre a afirmação do gesto e a realização da passagem do plano para o volume. 

Marco Tulio Resende (Belo Horizonte, MG, 1950)
Desenhista e pintor. Formado pela Escola Guignard UEMG e mestrado pela School of the Art Institute of Chicago como bolsista da Fulbright Comission. Professor da Escola Guignard UEMG, ministra palestras e workshops em universidades e festivais de arte. Participou da XII Bienal de São Paulo. Expõe em galerias, nacionais e internacionais. Obras nas coleções: Gilberto Chateaubriand, João Sattamini, Museu de Arte de Belo Horizonte, MAM-São Paulo, entre outras.

Thaïs Helt (Juiz de Fora, MG, 1949)
Gravadora e pintora. Graduou-se em Artes pela Escola Guignard UEMG, onde depois lecionou litografia. Cursos com Amílcar de Castro, Lotus Lobo e Antônio Grosso. Fundadora da Casa Litográfica e da Oficina Cinco, ateliê de litografia, em Nova Lima, MG. Participação na XIV Bienal de São Paulo (1977); V e VI Bienal Latino-Americana, Porto Rico (1981-83), e II Salão Nacional do Rio de Janeiro, entre outras. Possui obras em museus e coleções particulares no Brasil e no exterior.


Sobre o Museu Vale

O Museu Vale está instalado na Antiga Estação Ferroviária Pedro Nolasco, às margens da baía de Vitória, em uma área tipicamente industrial e portuária no município de Vila Velha, Espírito Santo. Criado em 1998, o Museu Vale, além preservar a memória da construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, vem agindo de forma integral e continuada, mantendo um papel de formação de jovens e indutor de atividades culturais na região. Essa importante função é confirmada pelo expressivo número de visitantes que recebe. Em 2014 foram cerca de 70 mil, dos quais 29 mil estudantes, provenientes de 762 escolas atendidas.

Gerido pela Fundação Vale, cujo objetivo é contribuir para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde a Vale opera, a atuação do Museu Vale se faz sempre por meio do diálogo e interação permanentes com as comunidades, integrando os moradores nas atividades e programas planejados.

Em seu espaço, o Museu Vale abriga ainda um Centro de Memória da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), com cerca de 22 mil itens catalogados, dentre filmes, fotos e textos históricos sobre a linha férrea da Vale, além disso, seu acervo de arte contemporânea com livros, catálogos, revistas, folders de artistas e exposições nacionais e internacionais, vem sendo organizado desde 2006, e está disponível para consulta de estudantes, pesquisadores acadêmicos e público interessado.


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